NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

13 de fevereiro de 2018

Casa dos Alpúins (26) - Viana do Castelo

Simbolo dos Alpúins (antigo) retirado de www.armorial.net


Casa dos Alpuíns

Neste edifício situa-se as actuais instalações da Câmara Municipal, situada no Passeio das Mordomas da Romaria entre dois edifícios da época, à sua esquerda, o Palácio dos Távoras e à sua direita, a Casa da Torre de Nossa senhora das Neves, dos Monfalim.
A Pedra de Armas, picada, colocada sobre uma das janelas centrais do 1º andar representavam os Alpuím, com as cinco flores de lis (heráldica antiga), rematada com coroa de fidalgo e onde se inscreve as letras N.D.D.P., legenda no coronel interior que ainda lá se divisam, significando: "Notre Dame du Puy".
Pedra em granito, de fantasia, cujo símbolo dos Alpuím seriam de fundo azul e 5 flores de lis de ouro.
O seu timbre de família seria um braço vestido de azul, com mão de encarnação sobre um listão de azul, e nele em letras de ouro, o grito "Notre Dame du Puy".
fachada principal retirado de olharvianadocastelo.blogspot.pt

 fachada principal retirado de www.monumentos.gov.pt

A Família
O quarteirão onde se insere este edifício no séc. XVI pertenciam à família dos Fagundes.
Dona Catarina Fagundes, tendo casado com Fernão Brandão, levou em dote a parte setentrional, onde mais tarde se construiu o palácio dos Távoras e adjacente a esta casa.
A outra parte restante onde esta se insere , foi em 1553, vinculada pelo segundo Arcipreste da Colegiada de Viana, Rui Fagundes, chamando para seu administrador seu filho Baltasar Fagundes, almoxarife em Viana e primeiro governador do forte da barra do rio Lima.
Após a sua morte, seus filhos trocaram a parte média do referido quarteirão, casa e quintal, por bens rústicos cedidos por Cristóvão d'Alpuím da Silva, vianês ilustre, através de escritura em 1 de dezembro de 1602.
Neste terreno instituiu um morgado, chamando para a primeira administradora sua irmã Dona Ana.
Quando este faleceu, em 23 de janeiro de 1627, cuidava de concluir o oratório, ou ermida, construído no fim da varanda, sobre o quintal, do lado sul, e sob a invocação de Nossa Senhora da Conceição.
Cristóvão d'Alpuím, era filho de Jerónimo d'Alpuím, fidalgo da Casa da Infanta D. Maria, e depois da Casa Real, por alvará de 1 de março de 1575, e senhor do Paço de Vila Fria, onde se estabeleceu em 1510.
Serviu o país no Brasil, em 1592, e vinculou a quinta de Vila Fria, dotando a sua capela a 8 de dezembro de 1597. Casou em Pernanbunco no ano de 1601, com Brites Paes, senhora do Engenho de Barbaride, que faleceu a 7 de maio de 1607.
Cristóvão d'Alpuím, morreu na sua casa de Viana deixando cinco filhas e um filho: Jerónimo d'Alpúim da SIlva, que nasceu no Engenho, em Pernanbuco, a 15 de junho de 1592 e sucedeu a seu pai no morgado de Vila Fria.

Nesta casa morou ainda Bernardo de Alpúim da Silva, que foi procurador às Cortes de Viana, no ano de 1600, e serviu nas armadas do reino de 1589 a 1596.
Casou na igreja paroquial de Anha, a 9 de março de 1610, com Dona Ana Maciel Aranha, que foi dotada por seu tio, o abade de Anha.
Viveu o casal em Viana com os seus 9 filhos. Foi no seu tempo que, na Capela da casa, se rezou a primeira missa a 2 de fevereiro de 1642.
João d'Alpúim da Silva, um dos seus filhos desse casal, casou em Calvelo com Dona Maria da Silva e Abreu, senhora da Torre de Pousada instituida em morgado a 20 de março de 1549.

Diogo Pita Barreto d'Alpúim herdou de seu tio Gonçalo Bezerra d'Alpúim, a casa porque os filhos dele morreram crianças. casou em 106 na igreja de Darque, com Dona Josefa Maria de Castro, morgado dos Brandões, com Capela na Matriz de Viana, dedicada a S. Bernardo.
Seguiu-se-lhe na casa, seu filho Tomaz Pita Bezerra d'Alpúim, casado com Dona Apolónia Maciel de Faria e falecido em 1773.
Tiveram João Pita Bezerra d'Alpúim Barreto, o Velho, que casou duas vezes. Requereu em 1798 a união de sete pequenos vínculos, entre os quais a casa de que falamos.
Foi o pai de João Pita Bezerra d'Alpúim, o Moço, que nasceu em Viana a 10 de dezembro de 1792 e casou em Melgaço com Dona Maria Teresa da Costa Ribeiro Codeço, irmã de D. José da Purificação, egresso crúzio, falecido a 28 de junho de 1890 depois da expulsão dos frades dos seus conventos. Tiveram 5 filhos, sendo Capitão do Regimento da Infantaria 12 e Chefe de Policia do Porto, onde por motivos políticos, foi assassinado em março de 1833. Foi o ultimo senhor do Morgadio da casa dos Alpúins e de vários outros.
A viúva com consentimento de seus filhos João Cândido e Dona Ana, vendeu a casa a 30 de dezembro de 1875 a José Joaquim Lopes Guimarães (cujos descendentes conservam ainda essa documentação) por três contos de réis.
vista da fachada retirado de www.monumentos.gov.pt

A casa
Casa nobre manuelina e barroca, de planta rectangular, de 2 pisos, com fachada manuelina e elementos decorativos barrocos.
Fachada regular simétrica, encimada por cornija com merlões, com portas rectangulares e de verga em arco abatido e janelas de arco bilobado. 
vista da fachada retirado de www.monumentos.gov.pt

No lado norte integra uma torre quadrangular do séc. XVIII mantendo a linguagem decorativa do resto do edifício.
No cimo da fachada sobre a janela principal, existe um escudo rocócó, com as cinco flores de lis, picadas, e rematado por coroa de fidalgo.
Este brasão de Alpúins tem as letras emblemáticas: N.D.D.P. legenda no coronel interior que ainda lá divisam, significando: Notre Dame du Puy.
O fundador desta família foi Godofredo du Puy, cavaleiro francês, que veio a este reino no tempo de D. Afonso Henriques, na companhia de Duarte de Luxembourg, embaixador de Roberto, Rei de França.
Voltando o embaixador ao seu país ele preferiu ficar em Portugal dizendo que queria "servir a Deus e a El-Rei na guerra contra os mouros".
Godofredo era filho bastardo de Guilherme, 6º Duque da Normandia e de Madame Luzia, Duquesa de Montpellier, que tinha fundado um convento junto à igreja de Nossa Senhora du Puy e a ele se recolheu, ali morreu santamente, como dizem as Histórias de França.
Por isso Godofredo tomou o apelido du Puy e pôs no seu brasão em orla a legenda: "Notre Dame du Puy", em lembrança do local em que nasceu.
Morreu em Coimbra onde jaz sepultado num pequeno monumento na igreja de Santa Cruz, como consta dum traslado passado em 1578 dos documentos do cartório de Santa Cruz de Coimbra.

Cronologia
1533 - instituição de um vínculo por Rui Fagundes e provável inicio da construção original;
1602 - cedência de vínculo a Cristóvão d'Alpúim da Silva;
1627 - está em conclusão o oratório construído sobre o quintal no lado sul do edifício;
séc. 18 - construção do torreão; remodelação da fachada com colocação do escudo e dos elementos decorativos em volutas sobre os vãos; no interior, colocação de tectos em estuque;
séc. 19 - colocação de escadaria no interior;
30 de dezembro de 1875 - José Joaquim Lopes Guimarães compra a casa, por 3 contos de réis, à família Pita Bezerra de Alpúim tendo posteriomente efectuado grandes obras no interior para adaptar o andar superior a habitação e o piso térreo a comércio;
1966 - instalação no edificio da Bilbioteca Pública Municipal, então já contando com 18.999 volumes e possuíndo 42 lugares para consulta;
1990 - remodelação para instalação dos serviços municipais;
5 de julho de 1990 - despacho de abertura do processo de classificação;


Viana do Castelo - Origens:
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (familia desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com o Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124 

fontes retiradas de:
- http://olharviandocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
- http://www.armorial.net
http://www.monumentos.gov.pt

11 de janeiro de 2018

Casa dos Medalhões ou dos Luna (25) - Viana do Castelo





Imagens retiradas do blogue: heraldica.genealogias.org

Casa dos Medalhões ou Casa dos Luna:

Esta casa seiscentista é um belo exemplar de arquitectura renascentista apresentando nas suas fachadas detalhes interessantes e curiosos, dos quais se realçam os frisos ornamentais e pequenos medalhões com cabeças.
Apresenta igualmente numa faixa de pedra na fachada virada para o Largo da Matriz, uma inscrição algo original onde assinala a origem da casa e seus proprietários.
Na face virada à Rua do Poço esteve aplicada uma Pedra de Armas da família de Miguel Jácome de Luna cujas armas se apresentavam dos Lunas, Rochas e Barbosas o qual teve honra de mercês reais, mas infelizmente já lá não existe por razões que se desconhece.

Fotografia retirada de: lugardoreal.com

Fotografia retirada de: http://www.monumentos.gov.pt







Imagens retiradas dos blogues: olharvianadocastelo.bloguespot.pt / http://www.monumentos.gov.pt / www.pintrest.pt

A Casa:
Situada no gaveto entre a Rua do Poço e o Largo da Matriz, está designada de Casa dos Medalhões ou casa dos Luna, foi construída no séc. XVI, e está classificada de monumento nacional.
A entrada principal seria pela rua do Poço, onde se afixava a sua pedra de armas, por ser uma rua muito concorrida e nessa rua existir um poço que abastecia a água necessária à população do burgo dentro do circuito das muralhas.
Este poço comunitário que deu o nome à rua foi reparado em 1570 e depois resguardado com grades de ferro em 1625, mas que ainda pelos anos de 1950 se encontrava visível, até que tendo sido tapado não resta qualquer vestígio.
É uma casa do ano de 1545 e que na fachada voltada para o largo da igreja matriz se encontra uma inscrição que em duas regras reza:
Esta casa mandou fazer Jácome raiz cavaleiro fidalgo da casa d’El Rei Nosso Senhor e Comendador de (ilegível) na Ordem de Cristo e sua mulher Maria Barbosa bisneta de Fernão Gonçalves e bisneta de Martim da Rocha, fidalgo do senhor Infante D. Pedro.”

Fotografia retirada de: http://www.geni.com com uma inscrição peculiar

Cronologia:
1545 – provável construção da casa;
26 de março de 1586 – Carta de brasão passada em Lisboa por Diogo S. Romão a Miguel Jácome de Luna;
Séc. XVII – nesta casa nasceu Miguel de Vasconcelos, filho de Pedro Barbosa e Dona Antónia de Melo e Vasconcelos, homem de confiança do Conde de Olivares e Duquesa de Mantua, morto na revolução de 1640;
Séc. XIX – venda da casa, a qual passou a ser alugada; aqui viveu José Júlio Pinto Ribeiro, Director do Novo Colégio Vianense, fundado em maio de 1887, e o engenheiro militar João Tomaz da Costa, aqui nascendo a sua filha;
Séc. XX – aqui esteve também instalado, provisoriamente, o Governo Civil, enquanto decorriam as obras na Casa dos Cunhas, na rua da Bandeira;
1961 – em 19 de julho, Portaria 2ª série, n.º 168, que fixa como Zona especial de Protecção, onde inclui para além da Casa dos Luna, a Igreja Matriz e casa de João Velho;
Fotografia retirada de: http://www.wikipedia.pt

História de Miguel Vasconcelos:
Miguel Vasconcelos, nasceu em 1590 e faleceu a 1 de dezembro de 1640, senhor do Morgado da Fonte Boa, foi um político português e homem de confiança como valido do Conde de Olivença e da Duquesa de Mantua, vice-rainha de Portugal, como secretário de Estado (primeiro-ministro), em nome do rei Filipe III (Filipe IV de Espanha).
Era bisneto dos primeiros proprietários desta casa, Jácome Rodrigues de Luna e Maria Barbosa de Castro, que por geração paterna, terão dado um filho, Miguel Jácome de Luna e casado com Genebra Barbosa Aranha que geraram seu pai, Pedro Barbosa de Luna e era filho do seu casamento com Dona Antónia de Melo e Vasconcelos.

Como português e odiado pelo povo tudo fez em prol da corte castelhana como representante da dominação filipina, em Portugal. Teve poderes para aplicar pesados impostos, os quais deram origem à revolta das “Alterações de Évora” e a motins em outras terras do sul do País.


Viana do Castelo - Origens:
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (familia desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124 

fontes retiradas de:
- http://olharviandocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
http://www.wikipedia.pt
- http://www.pintrest.pt
http://www.monumentos.gov.pt
- http://lugardoreal.com

27 de dezembro de 2017

Procura-se verdadeiro representante - PdA do 1º Barão de Vilar

Foto alterada a preto e branco

Esta peça metálica corresponde ao brasão que se encontrava no portão da casa do 1º Barão de Vilar, na Rua Rainha D. Estefânia, no Porto.
Estava dada como desaparecida há muito anos, possivelmente aquando da venda da casa por parte da família à instituição a quem tinha sido arrendada no ano de 1932 e posteriormente vendida definitivamente em 1984.
Terá sido neste período que com as transformações, arranjos exteriores e o consequente alargamento do portão, todo o gradeamento e brasão que se encontrava pendurado terá sido desmontado e a sua deslocalização para estaleiro, sucateiro, sabe-se lá para onde.
(ver neste blogue: "Brasão dos Kopke, Porto (desaparecido), de 4 de abril de 2015"

Fotos retiradas da obra "As Pedras de Armas do Porto", de Armando Mattos

Por incrível que pareça vou contar a história do seu ressurgimento e que merece ser contado e louvada a pessoa que tomou a iniciativa deste post, isto é do actual proprietário, e assim, aconteceu:

No pretérito dia 22-12-2017, pelas 23:32 recebi um e-mail que se transcreve:
"Agradecia que entrasse em contacto comigo
Meu contacto: 92********
ATENTAMENTE
R*** F****"

No dia seguinte e após ter constatado tal e-mail procedi ao contacto, o qual me transmitiu que terão visto na minha página deste blogue um "brasão desaparecido" e que era precisamente o brasão que um amigo tinha e que pretendia estabelecer contacto. Entretanto deu-me o seu telefone e lá efectuei o contacto com o dito senhor.

Neste segunda chamada telefónica foi-me apresentado um senhor com o nome Serafim Ferreira Freitas, com residência em Aveiro, o qual me transmitiu que tinha a peça metálica do portão da casa do 1º Barão de Vilar na sua posse. Pediu-me se conhecia algum familiar desta nobre personagem dado que verificou que a origem da peça era da cidade do Porto, e que pretendia devolver à família cujo gesto é de enobrecer. 
De facto tantos anos decorreu do seu desaparecimento que este acto merece ser relatado.

Mais me informou que no dia 26 de dezembro viria ao Porto por razões de saúde de sua esposa e que estaria disponível para um encontro e me oferecer uma fotografia da peça, como prova da sua existência e que me permitiria deixar expor a fotografia e relatar toda esta história.
Fotografia original - estado em que se encontra

Assim aconteceu, o encontro foi concretizado e a fotografia oferecida para a confirmação e divulgação.
Foi então contada a verdadeira história da sua aquisição. O Sr. Serafim F. Freitas é um colector de peças antigas, com ou sem valor, e que há cerca de 10 anos passou na oficina de seu cunhado onde encontrou ferro velho, a estrutura do brasão e a peça em causa.
Nesse instante tomou a iniciativa de não deixar ser vendida, pois era nessa altura que tudo se estava a preparar para ser levada para uma sucata e passada a dinheiro.
Em troca oferece a seu cunhado uma peça de porcelana designada de "dançarina" e que serviu de moeda de troca e que permitiu durar até agora (espaço de 10 anos) guardada em seu espaços de recolha totalmente ao tempo, conforme se vê na foto completamente enferrujada.

Para concluir tão acto de nobreza pela atitude demonstrada pediu-me para procurar os seus verdadeiros representantes e que caso pretendessem adquiri-la fosse dado o seu contacto.

Caros familiares de Cristiano van Zeller e de Carlota de Sousa e Barros Leitão de Carvalhosa de Mesquita Macedo, seus filhos, Carlos, Artur Francisco e Fernando van Zeller e filha Maria Helena de Sousa Barros van Zeller e a todos os seus herdeiros directos queiram-me contactar através do meu e-mail para vos fornecer e permitir estabelecer contacto com o Sr. Serafim F. Freitas que está à espera de um legitimo herdeiro desta preciosa peça.
Bem-Haja Sr. Serafim Ferreira Freitas pelo seu gesto que tão enobrece a sua pessoa.
Aguardo contacto.

8 de dezembro de 2017

Casa de João Velho (24) - Viana do Castelo

Pedra de Armas na fachada (foto retirada de www.cm-viana-castelo.pt)


Pedra de Armas:
Em granito, formato Português ou boleado, muito desgastado.
Descrição:
De azul, cinco cruzes de obra redonda de oiro; chefe do campo carregado de um leão nascente de oiro, armado e linguado de vermelho, movente da partição.
Tenentes, com dois etíopes ou negros, nus, de sua cor.(Armorial Português)

foto antiga da fachada principal (foto retirada de digitarq.cpf.dgarq.gov.pt)


A Casa:
A Casa de João Velho é também conhecida por Casa dos Arcos e encontra-se implantada no largo da Igreja Matriz.
A sua construção quinhentista é um dos poucos exemplares em pedra de arquitectura civil gótica, que se conservam ainda em Portugal.
foto antiga da fachada principal (foto retirada de www.contactovisual.pt)

foto recente da fachada principal (foto retirada de www.olharvianadocastelo.blogspot,pt)

É memória popular que nesta casa terá vivido, João Velho, o Velho, conhecido navegador e notável na vila, mas ao que tudo indica terá sido seu filho, com o mesmo nome, quem tenha residido nela. Pois sabe-se que João Velho vivia junto à Porta do Postigo, arruamentos abaixo, junto ao rio.
Nesta casa ter-se-à hospedado D. Manuel na sua peregrinação a Santiago de Compostela no ano de 1502.
E em visita a Viana, no ano de 1506, João Velho terá tido a honra de hospedar também D. Manuel "em suas casas, à Porta do Postigo".
A casa contém uma estrutura arquitectónica onde o andar nobre (1º andar) assenta sobre alpendre abertos por arcos, muito característica das construções galegas da época.
Apresenta uma planta rectangular simples, dividida por dois registos, o primeiro com alpendre e armazém, o segundo destinado à habitação. A fachada principal possui no primeiro registo arco em "asa de cesto" que abre sobre o alpendre da casa, encimado por pedra de armas dos Velho.
foto recente da fachada principal (foto retirada de www.olharvianadocastelo.blogspot,pt)

Nos cunhais da fachada, ao nível do brasão, foram esculpidos dois mascarões. O segundo registo, assente sobre vigamento de madeira possui duas janelas retilineas, com caixilhos cruciformes, intercaladas por colunelos e sobrepujadas por beiral saliente.
As fachadas laterais não possuem qualquer janelas ou aberturas e sustentadas por arcos quebrados, em ambas as fachadas.
foto antiga da fachada lateral (foto retirada de www.lugardoreal.com)

A sua cobertura é apoiada em cornija.
O acesso ao piso superior é feito por escada adossada à fachada lateral esquerda.
entrada lateral (foto retirada de lifecooler.com)

Este edifício sofreu alterações ao longo da sua existência, sendo as mais significativas as realizadas em 1914 pelo Instituto Histórico do Minho, que aí esteve instalado até 1918.
Está classificada como monumento nacional desde 1926, e encontra-se integrada em zona especial de protecção no Plano Director da Cidade.

João Velho, O Velho
"Vulto destacado na época, este homem foi secretário, valido, vedor do segundo duque de Bragança, D. Fernando, e passou seguidamente ao serviço de D. João II.
Notável na Vila, por façanhas praticadas nas costa da Guiné, quando em 1497 ali aportou flotilha que demandava os reinos de Angola e Congo, mereceu haver escudo de armas para si, e sua descendência (que se espalhou até para além do Minho).
Teve ainda os padroados de Nogueira e Perre, direito que ficou igualmente para os seus descendentes - todos "com voto de apresentação do pároco de Perre".
Por várias vezes foi escolhido João Velho para ir às Cortes como procurador, ora por Viana só, ora por todo o MInho. Ali conseguiu deferimentos para petições diversas, subsídios para melhoramentos locais e liberdades para o senado da Vila. Por isso, aqui o proclamaram "Pai da Pátria".
A 6 de setembro de 1460 logrou ainda uma provisão que restringia a doação a D. Duarte de Menezes da mercê de Conde de Viana da Foz do Lima, não se coibindo de fazer sentir ao "desmemoriado" D. Afonso V que "acima da sua ignorância estavam privilégios da terra, generosamente concedidos pelo Conde de Bolhonha.
João Velho foi sepultado na Igreja Matriz, na Capela da Irmandade dos Mareantes. Uma inscrição em letra gótica foi gravada no seu sacógrafo: "Aqui jaz João Velho, o qual houve uma provisão por onde tornou a ser del'rei realenga". Referia-se pois ao citado facto de ele ter obtido que, falecido o Conde esse senhorio voltasse, definitivamente, à Coroa.
Devido a obras que mais tarde a Irmandade ale empreendeu, o túmulo foi, porém desfeito, o que motivou a demanda contra ela posta em 1780, pelo 7º neto, Vasco Brandão Barreto de Soutomaior, terminada por uma composição com sentença jurídica, da qual ainda existe o processo..."

Viana do Castelo - Origens:
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de Julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de Janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 27 brasões referenciados no mapa, alguns não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade.  A recolha mereceu também em buscas de sites locais que me ajudaram a enriquecer este projecto de inventariação de brasões de família no núcleo antigo desta cidade.
Provavelmente haverá ainda outros por descobrir nessas pequenas vielas e ruas, e encobertas em muitas casas que apresentam características muito especiais, à sua época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, e sempre que possível, será abordada a descrição da pedra de armas e de uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" e da obra "Casas de Viana Antiga" que merecem uma especial atenção e um elogio de relevo por se dedicarem exclusivamente ao concelho e à cidade.

Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto do Passeio das Mordomas da Romaria com a Rua Nova de Santana
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira, n.º 6
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa, n.º 44
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro, n.º 64
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira, n.º 212
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira, n.º 152
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro, n.º 28
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira, n.º 174
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho e Praça das Couves
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira, n.º 203
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato, n.º 56
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho
20 - Casa dos Torrados - Av. Luís de Camões, n.º 19
21 - Casa dos Sá Sottomaior - Praça da Republica, n.º 42
22 - Casa dos Agorretas - Gaveto da Rua dos Rubins com Rua Manuel Espregueira
23 - (familia desconhecida) - Travessa da Victória, n.º 8
24 - Casa de João Velho ou Casa dos Arcos - Largo do Instituto Histórico do Minho
25 - Casa dos Medalhões, gaveto da Rua do Poço com Largo da Matriz
26 - Casa do Alpuím, Passeio das Mordomas da Romaria
27 - Casa dos Pereira Cirne - Rua da Bandeira, n.º 219
28 - Casa dos Boto e Calheiros - Rua da Bandeira, n.º 124 

fontes retiradas de:
- http://olharviandocastelo.blogspot.pt
- Obra "Casas de Viana Antiga", de Maria Augusta d'Alpuím e de Maria Emília de Vasconcelos
- https://www.igogo.pt
- www.patrimoniocultural.gov.pt
- https://lifecooler.com
- http://infopedia.pt
- http:www.contactovisual.pt
- Obra de Armorial Português