NOTA: A quem consulte e aprecie este blogue e possa contribuir com comentários, críticas ou correcções têm a minha consideração.
Aqueles que por seu entendimento, possam ser proprietários de alguns elementos fotográficos, e pretendam a retirada dessa foto, agradeço que me seja comunicada para evitar constrangimentos pessoais.

Obrigado.

22 de junho de 2017

Casa Melo e Alvim (4) - Viana do Castelo


Pedra de armas dos Melo

Pedra de armas sobre portal de entrada

vista da casa

CASA MELO e ALVIM

Com cinco séculos de história – a Casa Melo Alvim foi construída ao gosto manuelino, em 1509, pelo almoxarife Pedro Pinto, cunhado do conhecido navegador vianense, João Álvares Fagundes, com a 
construção do corpo principal do edifício e do frontispício, restando actualmente os aros dos vãos de portas e janelas e as ameias de inspiração oriental;
1540 - passou por casamento à família Melo e Alvim do couto de Ervededo;
Casado em segundas núpcias, com uma senhora açoriana, o fundador desta casa instituiu, em 1546, o morgado da Carreira, com capela de Nossa Senhora da Consolação na igreja matriz.
No séc. 16, final, procedeu-se à remodelação e construção do piso térreo  com o átrio toscano e da escada interior em estilo "chão", restando actualmente as colunatas toscanas onde pontifica uma carranca apotropaica;
No final do século, seu genro, Francisco de Melo Alvim, do Couto de Ervedêdo, junto a Chaves, acrescentou mais um corpo à casa, duplicando-lhe a fachada, e fazendo-a coroar com ameias, ao gosto do Oriente, onde combatera longo tempo.
No século XVII, foi-lhe acrescentado um corpo nascente, com o prolongamento do edifício para Este, colado à bela fachada manuelina, já com estilo barroco, restando a conservação da escadaria que conduz ao andar nobre.
No séc. XVIII é provável a remodelação e construção do corpo a Oeste;
No século XIX, após a demolição do convento dos Crúzios – cuja pedra foi aplicada na construção da estação dos Caminhos de Ferro do Minho – viu valorizada a sua fachada poente, voltada para o Largo, chamado dos “Crúzios”, onde então se fez colocar um belo chafariz neo-barroco, que o presente restauro permitiu, agora, reinstalar.
1995 / 1996 - adaptação do edifício a Albergaria e presente século transformado em Hotel.


Viana do Castelo - Origens
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 19 brasões referenciados no mapa, apenas os 18º e 19º, não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado, em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade que por razões de não ter passado pelas rua do Hospital Velho e pela rua Prior do Crato entendeu-se de ser sinalizados na planta, como registo e inventário deste trabalho. Provavelmente haverá ainda outros por descobri nessas pequenas vielas e arruamentos pedonais, e encobertas em muitas casas com característicos muito especiais a cada época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, será abordada uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" que merece também uma especial atenção por se dedicar exclusivamente ao concelho e à cidade.
Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Passeio das Mordomas da Romaria
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo de Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S- Pedro
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho

fontes retiradas de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.hits.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt(com adaptações)

20 de junho de 2017

Casa dos Abreu Coutinho (3) - Viana do Castelo

pedra de armas

Descrição:
Esta PdA encontra-se inserida na fachada principal de um prédio de rés-do-chão e 2 pisos e terá pertencido a família Abreu Coutinho, família conceituada de Ponte de Lima.
Encontra-se bastante desgastada não permitindo uma leitura fidedigna que, percebendo-se contudo ser em granito, com um escudo de fantasia e esquartelado. Sobre a mesma assenta uma coroa de Visconde envolvendo-a com armas de infantaria e assenta sobre uma pedra, que por sua vez numa figura (desconhecido) suporta todo esse elemento.
Sendo as armas do Visconde de Cortegaça, temos em:
I - Abreu;
II - Coutinho;
III - Pereira;
IV - Lima;
Nota: No desenho da pedra abaixo desenhada, o timbre é de Abreu e apresentam em ambos um sobretodo de Logier.


vista geral do prédio

vista da fachada prinicpal

Tudo leva a crer que pelo que se vislumbra no brasão esta representa a Pedra de Armas do Visconde de Cortegaça.
O 1º Visconde de Cortegaça foi António de Abreu de Lima Pereira Coutinho, nascido em Santa Comba, Viana do Castelo a 11/fevereiro/1854 e faleceu a 22/fevereiro de 1933.
Foi casado com Dona Maria José Perestrelo de Alarcão Marinho Pereira de Araújo.
Era filho de Francisco António de Abreu Pereira Coutinho e Catarina de Serra Pereira Pimenta de Sá Furtado de Mendonça.
foto cedida por Manuel Guilherme Vasconcelos - pedra de armas em Ponte de Lima

foto retirada do blogue de miguelboto.blogspot.pt 

Em finais do séc. XIX a câmara adquiriu a casa permitindo a instalação no edifício de Centro de Cultura Juvenil, com a designação de Fundação do Maestro José Pedro, permitindo manter mais uma casa emblemática na cidade de Viana.


Viana do Castelo - Origens
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 19 brasões referenciados no mapa, apenas os 18º e 19º, não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado, em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade que por razões de não ter passado pelas rua do Hospital Velho e pela rua Prior do Crato entendeu-se de ser sinalizados na planta, como registo e inventário deste trabalho. Provavelmente haverá ainda outros por descobri nessas pequenas vielas e arruamentos pedonais, e encobertas em muitas casas com característicos muito especiais a cada época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, será abordada uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" que merece também uma especial atenção por se dedicar exclusivamente ao concelho e à cidade.
Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Passeio das Mordomas da Romaria
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo de Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S- Pedro
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho

fontes retiradas de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.cm-viana-castelo.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt
- http://geneall.net/pt/
- https://www.geni.com
- miguelboto.blogspot.pt
- http://zepam.pt/

18 de junho de 2017

Casa da Barrosa (2) - Viana do Castelo

Rua Manuel Espregueira, 87



Descrição Heráldica:
O brasão foi concedido ao Visconde da Barrosa.
É um escudo de fantasia, ovalado.

Partido: I - Barbosa (com variações dos esmaltes): de ouro, com uma banda de vermelho, carregada com três crescentes de prata, acompanhada por dois leões de negro trepantes, armados e lampassados de vermelho, um em chefe e outro em ponta; II - Melo (com variações dos esmaltes): de vermelho com uma dobre-cruz (cruz de duplo transepto) de ouro, acompanhada de seis besantes de prata nos vãos; bordadura também de prata; Elmo de prata a 3/4 tauxeado de ouro e forrado de azul; virol e paquifes de ouro e vermelho; Timbre: águia de negro aberta, armada de ouro e gotejada de prata; coronel de Visconde; correias de vermelho perfiladas de ouro. Tachões de ouro.

Foi 1º Visconde da Barrosa, José Ribeiro Lima da Costa Azevedo. Livri X, fl 117, Mercê Nova, foi agraciado, por carta régia de 10 de setembro de 1892, com o título de Visconde e por Alvará de 17 de junho de 1901 sendo-lhe concedido brasão novo.
Este título foi criado por D. Carlos I.
José Ribeiro Lima da Costa Azevedo (8 de julho de 1851 - 30 de novembro de 1925, Vila Franca de Lima, Viana do Castelo).
Foi filho de António Luís da Costa Azevedo e de Joana Rodrigues Ribeiro Lima, senhores da casa de Vila Meã, em Vila Frescaínha de São Martinho.
Casou-se com António Martins, de quem deixou geração e constituiu-se senhor das casas da Barrosa, de Vila Meã, e da Casa da Laje, ainda hoje de propriedade da família Costa Azevedo.
vista frontal

vista da fachada

Viana do Castelo - Origens
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 19 brasões referenciados no mapa, apenas os 18º e 19ª, não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado, em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade que por razões de não ter passado pelas rua do Hospital Velho e pela rua Prior do Crato entendeu-se de ser sinalizados na planta, como registo e inventário deste trabalho. Provavelmente haverá ainda outros por descobri nessas pequenas vielas e arruamentos pedonais, e encobertas em muitas casas com característicos muito especiais a cada época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, será abordada uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" que merece também uma especial atenção por se dedicar exclusivamente ao concelho e à cidade.
Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo

Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Passeio das Mordomas da Romaria
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira, 87
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S- Pedro
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho

retirado de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.cm-viana-castelo.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt
- http://miguelboto.blogspot.com

17 de junho de 2017

Casa dos Monfalim ou dos Bezerra (1) - Viana do Castelo




Foto retiradas de www.monumentos.gov.pt

Descrição Heráldica:
O brasão da torre é esquartelado com:
- as armas dos Cunhas no I quartel, de ouro, com nove cunhas de azul, postas 3, 3, e 3; 
- dos Maciéis no II, partido, o primeiro de prata, com duas flores-de-lis de azul, uma sobre a outra, e o segundo também de prata, com meia águia de vermelho, estendida, movente da partição; 
- dos Regos no III, de verde, com banda ondada e aguada de sua cor, carregada de três vieiras de ouro, com diferença;
- e as dos Barbosas no IV quartel, de prata, com banda de azul carregada de três crescentes de ouro e ladeada de dois leões afrontados e trepantes de púrpura, armados e lampassados de vermelho. 
É encimado por elmo com paquife e quebra.

A Casa:
Arquitectura residencial, setecentista / oitocentista e do século 20. Casa senhorial torreada de planta rectangular a que se acrescentou no século 20 uma ala perpendicular, formando L invertido. Fachadas com cunhais apilastrados, percorridas por embasamento, terminadas em friso e cornija, as da torre rematadas com ameias decorativas com chanfro, e rasgadas regularmente, por vãos rectilínios, com molduras encimadas por friso e cornija, os do piso térreo gradeados. Na fachada principal os portais surgem nos extremos e na ala perpendicular surge um único ao centro, encimado por almofada de cantaria e janela de sacada. Fachada posterior com vãos irregulares, na sua maioria mais modernos.

Foto retiradas de olharvianadocastelo.blogspot.com

Foto retirada do google maps

Foto retiradas de www.monumentos.gov.pt



Evolução cronológica da Casa:

1531 - divisão de uns chão pertencentes à família Faguntes, o Arcipreste Rui Anes, pela abertura de uma nova rua, a de Santa Ana;
séc. 16 - construção da casa por membro de família nobre de Viana, a de António Jácome do Lago; posteriormente, pelo segundo casamento da 5ª morgada D. Francisca de Barros Bezerra com Diogo da Cunha Rego, o palacete entrou para a Casa de Paredes; pelo casamento de D. Teresa Bezerra com Francisco Jácome do Lago, uniram-se duas das mais importantes famílias de Viana, a dos Morgados de Paredes e dos Morgados da Piedade; por vários casamentos, a casa veio a pertencer à 3ª marquesa e 4ª condessa de Terena, que casou com o seu tio materno D. Filipe de Sousa Holtein, 1º marquês de Monfalim; posteriormente a casa foi vendida;
1759 - data da planta da vila de Viana, do Engenheiro José Martins, indo o palácio é representado no alinhamento do Palácio dos Távoras e dos Alpuins, como se fosse uma fachada única e tendo em cada um dos extremos uma torre, podendo-se assim pensar que a torre do palácio Monfalim data do séc. 17 / 18;
1868 / 1869, entre - data da Carta Cadastral da Cidade de Viana, onde o imóvel é representado com planta rectangular e tendo na fachada posterior quinta;
1879 - adaptação a Hotel Central, pelo designado "Caroça";
1892 - tomada de posse do hotel por António José Cerqueira, que depois é mantido pela sua viúva;
séc. 19 - enquanto foi Secretário-Geral do Governo Civil, viveu no hotel, Guerra Junqueiro, dizendo-se que foi nas suas águas-furtadas que escreveu o livro "Os Simples";
séc. 19 / 20 - provável construção da ala perpendicular do L;
1940 - encerramento do Hotel Central;
1966, posterior - transferência da Biblioteca Municipal no 2º piso do palácio, após obras de adaptação do espaço, com projecto do Arquitecto José Jorge Cavaco Carapeto;
1977 - data do projecto de adaptação do edifício do Hotel Central a Repartições Públicas da Câmara de Viana do Castelo, elaborado pelo Arquitecto Alberto da Silva Bessa.


Viana do Castelo - Origens
"A ocupação humana da região de Viana remonta ao Mesolítico, conforme o testemunham inúmeros achados arqueológicos (anteriores à cidadela pré-romana) no Monte de Santa Luzia.
A povoação de Viana recebera a Carta de Foral, de Afonso III de Portugal em 18 de julho de 1258, tendo passado a chamar-se Viana, da Foz do Lima.
Até à sua elevação a cidade em 20 de janeiro de 1848, a actual Viana do Castelo chamava-se simplesmente "Viana" (também referida como Viana da Foz do Lima" e "Viana do Minho", para diferenciá-la de Viana do Alentejo.
Na cidade - que cresceu ao longo do rio Lima - podem ser observados os estilos renascentistas, manuelino, barroco e Art Deco. Na malha urbana destaca-se o centro histórico, que forma um circulo delimitado pelos vestígios das antigas muralhas. Aqui cruzam-se becos e artérias maiores viradas para o rio Lima, e destacam-se a antiga Igreja Matriz, que remonta ao séc. XV, a Capela da Misericórdia (séc. XVI), a Capela das Almas, e o edifício da antiga Câmara Municipal, na Praça da Monarquia (antiga Praça da Rainha), com uma fonte em granito do séc. XVI."
Para além deste Património arquitectónico no pequeno núcleo citadino vislumbram-se casas típicas dessas épocas e com as características e ornamentos aos estilos atrás mencionados.
Dessas casas aparecem pedras de armas afixadas nas fachadas, sendo distribuídas por casas tradicionais, por casas nobres e apalaçadas, cujas personagens justificaram a mercê dada pelo seu rei, quer por actos em prol do País, quer em prol da benemerência e interesses locais ou por razões politicas.
No pequeno núcleo histórico circunscrito entre a linha férrea e o rio Lima e por pequenos passeios pedonais realizados pessoalmente pelo seu interior se destacaram e se recolheram um bom punhado de Brasões, de Heráldica de Família, que se pretende abordar e mostrar neste blogue.
Dos 19 brasões referenciados no mapa, apenas os 18º e 19ª, não foram encontrados neste pequeno passeio efectuado, em dia e meio, de uma pequena estada naquela linda cidade que por razões de não ter passado pelas rua do Hospital Velho e pela rua Prior do Crato entendeu-se de ser sinalizados na planta, como registo e inventário deste trabalho. Provavelmente haverá ainda outros por descobri nessas pequenas vielas e arruamentos pedonais, e encobertas em muitas casas com característicos muito especiais a cada época a que cada uma delas terá sido edificada. Vislumbramos, portas e janelas lindamente executadas em granito, do barroco ao manuelino, muitas casas ainda sustentam nos seus beirais gárgulas de todos os feitios e igualmente outras pedras de armas, nacionais e da cidade.
À medida que se apresenta cada peça de armas, será abordada uma pequena história, da casa ou da família, efectuada pela recolha na internet e especialmente no blogue "olharvianadocastelo.blogspot" que merece também uma especial atenção por se dedicar exclusivamente ao concelho e à cidade.
Esquema geral da localização das Pedras de Armas de Família - Viana do Castelo


Listagem:
1 - Casa dos Monfalim (séc. XVII/XVIII) - Gaveto da Rua Cândido dos Reis com Rua Nova de Santana;
2 - Casa da Barrosa (séc. XVIII) - Rua Manuel Espregueira;
3 - Casa dos Abreu Coutinho (séc. XVIII (?)) - Largo Vasco da Gama;
4 - Casa dos Melo e Alvim (séc. XVI) - Av. Conde da Carreira;
5 - Capela da Casa da Carreira (séc. XVIII) - Rua dos Bombeiros;
6 - Casa dos Werneck (séc. XIX) - Av. Conde da Carreira;
7 - Casa dos Pimenta da Gama ou Casa da Piedade (séc. XVIII) - Rua Mateus Barbosa;
8 - Casa do Campo da Feira (séc. XVIII) - Largo 5 de Outubro;
9 - Casa dos Sousa Meneses - Rua Manuel Espregueira;
10 - Casa da Vedoria (séc. XVII) - Rua Manuel Espregueira;
11 - Casa da Carreira (séc. XVI) - Passeio das Mordomas da Romaria;
12 - Casa Costa Barros (séc. XVI) - Rua S. Pedro;
13 - Casa dos Aranha Barbosa - Rua da Bandeira;
14 - Casa Barbosa Maciel (séc. XVIII) - Largo S. Domingos;
15 - Casa dos Malheiro Reymão (séc. XVIII) - Rua Gago Coutinho;
16 - Palácio dos Cunhas (séc. XVIII) - Rua da Bandeira;
17 - Casa do Pátio da Morte - Rua da Bandeira;
18 - Casa dos Pita (séc. XVII) - Rua Prior do Crato;
19 - Hospital Velho (séc. XV) - Rua do Hospital Velho;

retirado de:
- https://pt.wikipedia.org
- olharvianadocastelo.blogspot.com
- http://www.cm-viana-castelo.pt/
- http://www.monumentos.gov.pt

18 de maio de 2017

Quinta do Casalinho - Arnelas

Rua Dr. António Magalhães, Arnelas - V. N. de Gaia

Portal Barroco onde se insere uma pedra de armas, idêntica à dos Noronha Meneses, da Quinta da Prelada, no Porto, desconhecendo-se a sua ligação. Contudo o que se recolheu sobre esta quinta foi de que nos princípios do séc. XVIII estava associada à família dos Condes da Feira.
Entretanto a Quinta do Casalinho esteve na posse de Eduardo Freire, capitalista e que terá sido agraciado de Barão, pelo rei D. Carlos I, por decreto de 3/agosto/1901.
O Barão do Casalinho estaria casado em 2ª núpcias com Vitorina Ítala Nasy aquando do seu falecimento, a 17/maio/1901, tendo deixado testamento registado e sido aberto a 21/maio/1908.
Esta quinta situa-se no lugar de Arnelas, que pertence à freguesia do Olival e terá sido fundada em 1540, tornando-se num dos lugares mais antigos de Portugal pois assentou sobre uma povoação anteriores à romanização.

Foi porto fluvial proveniente do transporte do vinho do Porto, num período aéreo do séc. XIX, bem como na circulação do sal proveniente de Aveiro, transportados em carros de bois, que vinham descarregar e permutar por produtos agrícolas no seu regresso.
foto retirada do Wikipedia.org

A quinta actualmente encontra-se em completo estado de abandono, com 23,6 ha, e está totalmente arborizada por pinheiros e eucaliptos, sendo atravessada por um pequeno curso de água.
Vislumbra-se no seu interior, pelo Google Maps, ainda as ruínas da antiga casa, composta por um pátio rectangular e de uma capela, estando esta virada a sul.
Existe ainda uma eira, noutra plataforma, virada para os antigos campos de lavoura.
Parte da quinta encontra-se em Reserva Ecológica Nacional impedindo qualquer investimento desta quinta e que infelizmente se desagregará ao longo do tempo.

Informações recolhidas de:
https://pt.wikipédia.org
www.wikiwand.com
"O Património das Encostas do Douro", Câmara de Gaia
http://gisaweb.cm-porto.pt

10 de maio de 2017

Barros - Vilar do Paraíso


Trv. da Formiga - Vilar do Paraíso - V. N. de Gaia

Pedra de Armas dos "Barros" aplicada no portal da Quinta da Formiga.
Escudo Português ou Boleado e simples, com elmo virado a 3/4.

23 de abril de 2017

Postigo de porta - Porto


Postigo a imitar o antigo

Pormenor - Rua da Reboleira, 19, freguesia de S. Nicolau, Porto

a porta - vista global

9 de abril de 2017

Quinta do Barão das Lages - Milhundos, Penafiel

Pedras de Armas
 do 
Barão das Lages
Portal da Quinta de Milhundos, Penafiel

Tudo começou por um passeio, no ano de 2006, que me fez prestar a especial atenção a um torreão metido dentro de um matagal e impossível de qualquer acesso.
Esta construção é parte integrante da casa e construções da Quinta das Lages e localiza-se, em Penafiel, junto a uma rotunda em Milhundos, com ligação a Duas Igrejas e Abragão.
Actualmente, ano de 2017, está praticamente tudo na mesma, infelizmente!

Localização - Milhundos

Vestígios da Casa e Torreão

Seus proprietários foram os Barões das Lages, cuja consagração do título nobiliárquico terá sido dada pela Rainha D. Maria II, em 10 de novembro de 1840, a José Teixeira de Mesquita.

José Teixeira de Mesquita - 1º Barão das Lages

O título foi usado por:
- José Teixeira de Mesquita (2/11/1788 - 4/1/1843) - 1º Barão das Lages;
- Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita (24//6/1818 - 22/3/1896) - 2º Barão das Lages;
- Luís Zeferino Carneiro de Vasconcelos de Melo Cabral - 3º Barão das Lages;

Além destas figuras, após a instauração da Republica e com o fim do sistema nobiliárquico, usaram ainda o título:
- Luís de Lencastre Carneiro de Vasconcelos - 4º barão das Lages;
- Francisco José carneiro de Vasconcelos - 5º barão das Lages e 4º Visconde de Vilarinho de S. Romão;
- Luís Manuel Ferreira Ferrão de Vasconcelos - 6º Barão das Lages e 5º Visconde de Vilarinho de S. Romão;

Sobre o portão, donde se encontra implantada a Pedra de Armas, e de acordo com documentação recolhida, o brasão apresenta um escudo de fantasia onde lhe assenta um coronel de Barão.
A leitura da mesma, refere Artur Vaz-Osório da Nobrega, é Partido, com I - Cabral e em II - Pereira.
E refere ainda que "o 2º Barão das Lages, o Dr. Zeferino Teixeira Cabral de Mesquita, foi quem mandou construir o portão, em 1862. Foi Fidalgo Cavaleiro da Casa Real, Bacharel em Direito, formado em direito pela Universidade de Coimbra, foi Juíz de direito, Presidente da Câmara de Penafiel, Deputado da Nação, por Penafiel nas Legislaturas que mediaram desde 1848-1864, Secretário do Governo Civil de Vila real, Presidente da Assembleia Geral da caixa de Crédito Penafidelense, etc.., Senhor da Casa das Lages.
Casou em Lisboa, em 1859, com D. Genoveva Pereira Lago, Senhora da Casa de Nossa Senhora da Ajuda, em Penafiel, sem geração."
Faleceu no Porto e foi transportado por comboio para o cemitério da Saudade, em Penafiel.

Atualmente esta pedra deveria se encontrar no portão que dava acesso a um estradão que, através da mata da Casa das Lages se dirigia para esta casa.
Terá sido desmanchada e quando reerguida já só lhe implantaram ameias e uma pedra simbólica da família.
Pedra central sobre portal com a simbologia dos Cabral e dos Pereira

Portal reerguido com a designação de "Porta de Milhundos = 15"

Ora sobre este assunto há quem ponha em questão a simbologia dos "Pereiras" na vez dos "Teixeiras".
Para Artur Vaz-Osório já se percebeu que as pedras atrás visíveis conjugam com a família de sua esposa Genoveva Pereira Lago.
Para Abílio Miranda, no vol.I, in "A Heráldica do Concelho de Penafiel", refere que "Na Quinta das Lages. Na Porta de Milhundos. Numa interessante ameia. Armas cortadas de Teixeira e Cabral. Sem elmo e sem timbre (...). Por estas armas verifica-se que as que se encontram no portão da referida quinta, do lado do santuário, além de invertidas, ostentam erradamente, a cruz florenciada dos Pereiras pois deveria ser a cruz potentea de Teixeira."
Porém, o que nós temos no merlão central (ao todo são cinco) do portão de Milhundos, dos princípios do séc. XVIII, é uma cruz de Cristo, de desenho um pouco impreciso, encimando as armas dos Cabral, o qual o portão tem cravado na parede à direita do observador um painel de azulejos, onde, dentro de uma cercadura rectangular decorativa, a cores, oitocentista, vê-se um coronel de Barão encimando o seguinte dizer, disposto em duas linhas, "CASA DAS LAGES / (17 = Porta de Milhundos = 15).

vista de painel de azulejo junto à porta

Um pouco ao lado e num caminho que circunda a quinta consegui tirar uma foto de um outro painel de azulejos com a designação do nome da rua e com uma pedra de armas cujo apelidos aparecem Teixeira e Cabral, presumindo ser a pedra original do 1º Barão das Lajes, de José Teixeira de Mesquita, contrariando todo os elementos referidos nos elementos apresentados, cujos apelidos seriam Cabral e Pereira, proveniente do 2º Barão.
placa toponímica de arruamento adjacente ao portal da quinta

Aqui fica mais um registo de pequenos pormenores que escapam a qualquer cidadão e que tende a desaparecer sem ter deixado um registo de memória da história daquele local e daquela família.

Notas retiradas de:
Caderno do Museu nº. 5, Penafiel, Museu Municipal, 1999, pág. 45/46
https://pt.wikipédia.org
http://gisaweb.cm-porto.pt
facebook: Amigos do Arquivo de Penafiel

3 de abril de 2017

Relógio de Sol - Amarante

Museu Amadeo Souza Cardoso - Amarante

Este relógio em granito desde há muito que deixou de dar horas. Para além de ter perdido o ponteiro também se encontra a fazer sombra, pousado no chão de um corredor do museu em companhia de várias pedras de armas que se encontram recolhidas nesse espaço.
Pena é não ser exposto e a funcionar. Aos dirigentes do Museu, julgo que não se perdia nada em arranjá-lo e colocá-lo num local soalheiro e que permitisse a leitura.
Tenhamos esperança, pois destes "relógios" já pouco ou não se usam.
As novas tecnologias fizeram esquecer estas lindíssimas peças.



18 de março de 2017

Visconde e Conde de Bovieiro - Abragão


Pedra de Armas do Visconde e Conde de Bovieiros
Abragão, Penafiel

Rua do Bovieiro - Abragão, Penafiel

Esta Pedra de Armas está inserida no frontão da fachada principal da casa e quinta do Bovieiro, em Abragão.
O seu acesso faz-se pela actual rua do Bovieiro, descendo por um arruamento relativamente estreito onde finda contra um portal com ameias da quinta do Bovieiro.
Traseira da casa - fim da rua que lhe acede

Para o acesso pela entrada principal será necessário ainda percorrer por um caminho em terra batida, à esquerda, circundando o espaço da casa e logradouro, terminando com um portão gradeado a apoiado em pilastras de pedra.


Entrada

Há quem diga que a casa nunca ficou concluída faltando a fachada da direita, cuja simetria se pretendia edificar.
Fachada Principal

É mais uma casa com marcas nobiliárquicas e deve-se à mercê  de Visconde concedida pelo rei  D. Luís I, em decreto de 7 de Maio de 1874 e posteriormente, concedida pelo rei D. Carlos I, de Conde a 30 de Junho de 1890 a José Monteiro Guedes Nobre Mourão, sendo extinta em vida.
Foi condecorado com a medalha da Ordem de Nossa Senhora da Conceição de Vila Viçosa a 2 de Outubro de 1886.


Pormenor da Pd'A
Descrição:

Esquartelado com:
     I - Monteiro
     II - Guedes
     III - Nobre
     IV - Vasconcelos
Timbre - coronel de Conde

Seus pais Rodrigo Monteiro Correia de Vasconcelos Guedes Mourão e de Maria Isabel Cardoso Coelho Nobre.
José Monteiro Guedes Nobre Mourão nasceu a 21 de Out. de 1841 e faleceu em 1903. Era casado com Maria Henriqueta Torre de Castro Portugal da Silveira, que era filha de Columbano Pinto Ribeiro de Castro de Portugal da Silveira e de Efigénia Amália de Moura Torres.

Informações retiradas de:
http://miguelboto.blogspot.pt/2010/02/bovieiro-conde.html
http://www.geni.com
http://geneali.net